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12/04/2010 por Tribuna

Ficha técnica
Nome comum: Peixe dourado.
Nome científico: Carassius auratus
Ordem: Cipriniformes.
Família: Ciprinídeos.
Outros nomes: Peixe japonês, kinguio.
Longevidade: Normalmente, sete anos, mas existem indivíduos que atingiram 20 anos em cativeiro.
Origem: Rios e lagos chineses, com ampla distribuição, principalmente nas regiões leste e sudeste.
Ambiente: Beiras de rios e canis, com vegetação em abundância.
Tamanho: Em seu ambiente natural ou em tanques externos, atingem mais de 20 centímetros. Em aquário chegam medir entre 10 e 20 centímetros.
Hábitos: São peixes dóceis, podem ser introduzidos em tanques comunitários sem problemas, desde que haja compatibilidade de pH e, principalmente, de temperatura, já que os peixes dourados apreciam água fia.
Aquário: Um pequeno aquário com 15 litros acomoda um ou dois peixes. Para cardumes e reprodução, é necessário um tanque ou aquário com 70 litros.
pH: 7.6, mas são resistentes as alterações.
Temperatura da água: em torno de 20oC. Os peixes dourados sobrevivem sem problemas em temperaturas de até 8oC, Nos aquários só com indivíduos kinguios não é necessário à instalação de aquecedor.
Decoração: As plantas ideais são as artificiais, uma vez que os peixes dourados comem plantas. Caso seja introduzida no aquário a planta natural, opte por vegetação densa, com muitas plantas. Elodea é interessante, porque aprecia temperaturas baixas. O substrato pode ser de cascalho miúdos.
Iluminação: Forte, sem incidência direta da luz do Sol. Dê preferência a lâmpadas frias, que não interferem na temperatura da água.
Alimentação: No seu habitat, são herbívoros, ingerindo eventualmente alguns moluscos; entretanto, nos aquários, devem ser acostumados também com alimentos vivos, que deve ser oferecido ao menos uma vez por semana.
Dimorfismo sexuais: No período de acasalamento os machos apresentam alguns nódulos na cabeça, enquanto a fêmea se mostra visivelmente mais encorpada.
Reprodução: Para a reprodução dos Kinguios em aquários, é importante um volume de água de pelo menos 70 litros, onde serão colocados dois machos e uma fêmea. Para garantir um maior percentual de ovos fecundados. A colocação de plantas flutuantes como Aguapé e Alface d'água é fundamental, uma vez que em suas raízes os ovos ficarão aderidos.
Postura de ovos: No momento da desova os peixes tornam-se bastante agitados e o macho tenta a todo custo levar a fêmea para a superfície, próximo às plantas flutuantes. A fêmea começa então a liberar os óvulos, que ficam aderidos às raízes e folhas das plantas flutuantes, onde os machos se encarregam de fecundá-los. Uma fêmea de Kinguio pode liberar de 500 a 1000 óvulos por desova.
Tempo de incubação: Quatro dias.


O precursor do aquarismo, sem dúvida nenhuma o kinguio, mais popularmente chamado de japonês, ou dourado, é o peixe ornamental mais conhecido no mundo. Os primeiros registros sobre este peixe datam do período compreendido entre as dinastias Chun (265- 419 d.C.), quando foi descrita sua coloração dourada pela primeira vez, e dinastia Tang (618-907 d.C.). Os peixes dourados são criados em tanques artificiais e aquários ao menos há dez séculos. Conhecido inicialmente apenas na China, foi levado aos japoneses às suas ilhas e, a partir daí iniciavam-se as tentativas de estabelecer muitas variedades atualmente conhecidas.
Provavelmente, depois da sua beleza, a principal característica que atrai os hobistas é a imensa capacidade de adaptação dos peixes dourados: resistem à alteração do pH, luminosidade e temperatura da água, desde que não sejam bruscas, eles conseguem sobreviver sobre condições bastante adversas. Entretanto, o criador deve estabelecer para o seu pet o melhor ambiente possível, para garantir o desenvolvimento adequado e a saúde. Desse modo, manter o brilho e vivacidade dos kinguios.
Os ancestrais de todos os kinguios atualmente encontrados - ryukin, telescópios, celestiais, etc - já exibia a cor laranja avermelhada nos rios de sua terra natal. As nadadeiras podem seguir as mesmas cores do corpo, ou serem total ou parcialmente transparente. A nadadeira caudal é bifurcada e ligeiramente arredondada.
Reunindo um cardume de seis a oito peixes, é praticamente certo de que se formará um casal entre eles. No seu ambiente natural os kinguios se reproduzem no início da primavera, em aquários, um ligeiro aumento na luz e na temperatura predispõe os peixes para a cruza, em qualquer época do ano. No caso de reprodução, uma vez encerrada a desova, os reprodutores devem ser removidos do aquário para evitar que comam os ovos ou os filhotes. Podem-se também manter os peixes e remover a vegetação com os ovos para outro aquário, com características de água idênticas ao aquário onde estavam.

*Alessandra Castilho – jornalista e editora – há 15 anos pesquisa e produz informação sobre animais e meio ambiente.


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