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Morte de bebê de 2 meses comove os taquaritinguenses
Henzo estava internado há dois meses em UTI de Matão; na UPA local o bebê teve o diagnóstico de ‘simples cólica’
17/11/2014 por Tribuna

A morte do bebê Henzo
Campelo do Nascimen
to, aos 2 meses de idade, no sábado (8), comoveu os taquaritinguenses. O bebê estava internado desde o dia 10 de setembro na UTI Neonatal do Hospital Carlos Fernando Malzoni, em Matão, depois de ser submetido a uma delicada cirurgia para a retirada de parte do intestino 'que estava necrosado', segundo informações da mãe, Marta Rosana.
O corpo do bebê foi enterrado no cemitério local no sábado (8) em clima de dor e revolta. Familiares e amigos dos pais da criança entendem que a criança poderia ter sido salva ‘caso tivesse recebido atendimento adequado’ na Unidade de Pronto Atendimento de Taquaritinga.
Ao Tribuna, a mãe da criança disse que o bebê teve o diagnóstico de ‘simples cólica’ nas três vezes em que foi levado para ser socorrido na UPA. “Ele gemia de dor, mas os médicos que o atenderam diziam que era cólica e fome”, revelou à época.
A morte de Henzo foi um dos assuntos mais comentados nas redes sociais esta semana. “Sei que tudo que falar nada vai arrancar essa dor, mas vou orar muito por você e sua família, porque o Henzo tá nos braços de Deus. Que Deus conforte seu coração porque só ele vai poder amenizar essa dor tão grande de perder um filho”, postou Gislaine Souza Faravelli, na página criada pela mãe da criança no Facebook.
“Marta, tenho certeza que sua dor é imensa, pois você foi escolhida para cuidar deste anjo enviado por Deus nestes dois meses que esta estrelinha linda brilhou e a lição de vida que tenho certeza que ele ensinou a todos vocês. Meus sentimentos e tenha certeza, o Henzo agora está muito feliz e quer te ver feliz”, escreveu Nah Fernanda.
A mãe da criança relatou em sua página, no Facebook, os últimos momentos que teve com o filho. “Quando a mamãe foi no hospital me despedir de você, quando a mamãe pegou você no colo e você estava dando o último suspiro a mamãe leu o Salmos 91 pra você e pediu para você conversar com o Papai do céu para Ele me confortar a suportar essa saudade tão grande que estou sentindo a cada dia que passa. Filho pede para Deus confortar meu coração. Mamãe te ama muito, sinto sua falta, fecho os olhos e vejo o seu sorriso, sinto o seu cheiro, vejo o seu olhar lindo olhando para a mamãe e escuto o seu chorinho. Sinto saudade de pegar você no colo, mas eu sei que você está em um colo muito melhor que o meu, o colo de Deus. Beijos vida, mamãe tem muito orgulho de você pela luta que você teve durante esses dois meses”, escreveu Marta Rosana.

Para entender o caso
A mãe do bebê, Marta Rosana, contou ao Tribuna e ao Canal Um é Notícia que ele chorava muito no último dia 9 setembro, por isso decidiu levá-la na UPA local, por volta das 13h. O médico que a atendeu disse que 'era cólica de recém-nascido, que era natural aquele choro' e receitou remédio contra gases, liberando a criança. Duas horas depois, o caso se agravou e a mulher retornou na UPA com a criança gemendo de dor. Foi atendida, agora por uma médica, que confirmou tratar-se de cólica e liberou a criança. "Como é que eu vou falar para uma médica que não era cólica", disse ao repórter José Lucenti, no Canal Um é Notícia.
Como o bebê não parava de gemer, a mãe foi à UPA pela terceira vez, por volta de meia-noite. "O médico plantonista, que estava dormindo na sala dele, me disse: - Mãe, o seu filho geme porque ele tem fome!" A mulher ainda tentou argumentar com o profissional, afirmando que fazia cerca de nove horas que o menino não mamava nem fazia xixi. "Foi quando ele disse: - Seu filho não faz xixi porque você não dá líquido. Simplesmente ele mandou medir o diabetes do meu filho, fechou a porta do quarto dele e voltou a dormir", informou Marta.
A mãe disse que ficou na UPA até por volta das 4h30 da manhã, quando uma enfermeira recomendou à família que comprasse um remédio na farmácia. Apesar de o medicamento ter sido aplicado por cinco vezes, as dores do menino continuavam. "Final da história, eu fui embora com o meu filho gemendo e o médico dormindo na sala dele".
Marta conta que decidiu levar a criança pela manhã até o Posto de Saúde e a enfermeira-chefe percebeu que o quadro era grave. "Ela retirou a roupa do meu bebê e viu que a barriga dele estava muito grande", informou a mãe. "Foi quando ele começou a vomitar fezes e a enfermeira ligou na UPA".
Ao retornar pela quarta vez na unidade, a mãe disse que, finalmente, o menino recebeu um atendimento decente. "Pra minha salvação fui atendida pelo doutor Otílio, que percebeu a gravidade do caso e decidiu encaminhá-lo com urgência para a Santa Casa local". A pediatra Adriana Brambilla foi chamada e confirmou o quadro de risco. "Ela me disse: "Mãe, reza que teu filho está em estado grave".
A mãe da criança disse à reportagem que iria fazer Boletim de Ocorrência e acionar o Ministério Público. A reportagem tentou sem sucesso falar com os profissionais que atenderam a criança. "Na UPA é como um jogo. Você tem de ter sorte e pegar o profissional certo", desabafou a mãe.




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